14 junho 2009

Vento quente... abrasador

SECAS TUDO À TUA VOLTA... nem seara, nem restolho para deitar a cabeça, só uma imensa aridez e o calor de fogo do norte de África.

05 junho 2009

dia de eleições

Conflito: Grão-mestre aplica pena de suspensão a adversário

Guerra fratricida ameaça Maçonaria

Todos os cenários estão em aberto depois da suspensão por um mês de Felipe Frade do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa (GOL), candidato derrotado em Junho do ano passado nas eleições para grão-mestre da maior obediência maçónica portuguesa.

O decreto assinado pelo grão-mestre António Reis e pelo secretário-geral do GOL atinge igualmente dois outros maçons, que são acusados de terem revelado a identidade profana (civil) de um conjunto de “irmãos”. A seguir à suspensão é natural que o Grande Tribunal Maçónico venha a decretar a expulsão de Felipe Frade, o que provocaria uma cisão, mais uma, no GOL.

Esta suspensão é apenas mais um episódio de uma guerra que estalou ainda antes das eleições de Junho de 2008 e que tem no seu centro a criação de uma fundação que vai gerir todo o património do GOL.

Os opositores de tal projecto apresentaram mesmo uma queixa contra António Reis, grão-mestre, António Justino Ribeiro e Fernando Manuel Lima Fernandes, dirigentes máximos do GOL, no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, em Novembro de 2008, por burla qualificada, falsificação, abuso de poder, gestão danosa e abuso de confiança. A queixa era assinada por Vasco Lourenço e Jorge Sá, que desmentiram de imediato a sua participação no processo.

Assina a notícia António Ribeiro Ferreira,o que não é despiciente.



«Pessoas como eu e a MJC vamos ser libertinos de 70 anos num mundo cheio de calvinistas cibernéticos de 20.»




Tive um jantar divertido em casa ou um grupo de rapazes em que falámos alegremente, escravos do nosso sexo e, no entanto, secreta e profundamente românticos e inteligentes.



O Santo António chegou a Lisboa

Aqui vai a qaudra que me deram com um manjerico



Augusta, Augusta

Cá vai a marcha, mais o meu par
Se eu não trouxesse, quem o havia de aturar?
Não digas sim, não digas não
Negócios de amor são sempre o coração
Já não há praça dos bailaricos
Tronos de luxo no altar de manjericos
Mas sem a praça que foi da figueira
A gente cá vai quer queira ou não queira

Ó noite de Santo António
Ó Lisboa de encantar
De alcachofras a florir
De foguetes a estoirar
Enquanto os bairros cantarem
Enquanto houver arraiais
Enquanto houver Santo Antônio
Lisboa não morre mais

Lisboa é sempre a namoradeira
Tantos derrices que já até fazem fileira
Não digas sim, não me digas não
Amar é destino, cantar é condão
Uma cantiga, uma aquarela
Um cravo aberto debruçado da janela
Lisboa linda do meu bairro antigo
Dá-me teu bracinho
Vem bailar comigo

28 maio 2009

Parabéns...


... GULOSA DA MADRINHA.

28 DE MAIO 1933 .O COMEÇO DA TRAGÉDIA PORTUGUESA



http://static.publico.clix.pt/docs/cultura/mpf/index.html





O ArraiAL Gay este ano tem várias provas desportivas,

já me inscrevi e depois da foto supra,mais ainda.Acho aindao que deveriam convidar também a Margaret.

Arremesso da Tairoca ao Papa.
prova do araial gay a 27 de junho




Prova de tiro certeiro, neste caso de tairocada certeira na mouche, o Papa. O Papa Bento XVI em forma de alvo de feira popular, e as tairocas a tentarem acertar-lhe. É muito muito difícil esta prova.

Outro concurso absolutamente obrigatório era fazer um concurso de brushing ao
Vital Moreira.
Acho que a qualquer momento ele vai começar a cantar:
"...Eu sou o avô cantigas,todas as crianças são minhas amigas...lailailaiali"

27 maio 2009

26 maio 2009

BORING

A VIDA TEM DIAS TÃO ABORRECIDOS...


"O aborrecimento, esse triste tirano de todas as almas que pensam, contra o qual a sabedoria pode menos do que a loucura."
"Quem não dispõe de reservas em si próprio, é assaltado pelo aborrecimento que o espreita e em breve o dominará."
"Aquele que conhece a arte de viver consigo próprio ignora o aborrecimento."

25 maio 2009




AI JOÃO JOÃO...TOMA OS COMPRIMIDOS

21 maio 2009



De Rosa ao peito na roda
Eu bailei com quem calhou
Tantas voltas dei bailando
Que a rosa se desfolhou

Quem tem, quem tem
Amor a seu jeito
Colha a rosa branca
Ponha a rosa ao peito

Ó roseira, roseirinha
Roseira do meu jardim
Se de rosas gostas tanto
Porque não gostas de mim?

11 maio 2009

LEITE, LEITE



Ouvimos continuamente a Manuela Ferreira Leite falar, e ficamos aflitos como se fôssemos nós. Cada pergunta, cada resposta, e ai meu Deus, os silêncios, que parecem grand canyons rasgados e definitivos em quase nenhuns milissegundos.
Não tenciono votar na senhora vesga , nem que aconteça uma catástrofe (que já vai acontecendo, com este Governo.
Não tenciono votar na senhora, dizia. Mas reconheço-lhe uma qualidade rara, mesmo nos silêncios. Uma qualidade que o animal feroz nunca teve nem terá, e que a política em Portugal raras vezes teve: esta senhora é ela mesma, sem maquilhagem ou agências de comunicação, com as suas limitações e as suas convicções. Mesmo que choquem frequentemente com as minhas, reconheço-lhe uma inteireza que pouca gente tem, e que a aproxima de pessoas na frente da batalha em que nada lhes serve senão as suas convicções.
E acredito em espanto que com tantas interrogações e receios, isto estranhamente poderá até falar mais alto.
Uma coisa reconheço ao grande intérprete da Senhora (Pacheco Pereira): tem sido enredada em julgamentos sumários. Talvez se preocupe demasiado em dizer certo quando devia dizer o que pensa. Há dias, a propósito da questão da farinha Maizena (vê-se mesmo que os ministros nunca deram papa aos filhos, para saberem que Maizena não é Cerelac), a senhora falou sem papel nem notas, sem teleponto, e foi por ali fora com clareza e sem becos sem saída.
O facto de eu procurar lutar pela igualdade de género(um abraço especial para MJC) leva-me sinceramente a crer que, apenas por ser mulher, alguns custos estão associados a estes julgamentos rápidos. Uma das preocupações que já ouvi a várias pessoas (todos homens) é «ela não é capaz de pôr os homens do partido em ordem». Não há marca mais clara de um certo machismo julgador do que isto. É como aqueles melómanos que quando vêem a célebre maestrina francesa Équilbey dirigir, dizem: «Bonito, mas com pouca autoridade.»
O que devíamos estar a discutir, em vez do bloco central, em vez dos erros da Senhora (que toda a gente sob a luz quadricular da grade da exposição pública faz), é se como país estamos preparados para ter uma líder da oposição, e decorrentemente, uma candidata a primeira-ministra.
Em Bizâncio, paradoxalmente, as poucas mulheres Imperatrizes tiveram de marcar o início do reinado a golpes de sangue. Quase nada me liga à senhora em termos políticos. Mas quando afirma que «ninguém a ouve», eu oiço a Imperatriz Irene ou a Imperatriz Zoe a terem de se sentar sobre cadáveres para serem consideradas alguém. Será que é isto que o país precisa para reconhecer que a senhora afinal é «cá dos nossos», para esquecermos que é mulher, porque é homem a agir, e o pormenor feminino só se revelar secundariamente? E se sim, nunca sairemos de uma cultura menor, redutora, e pouco avançada em termos de mentalidades. Pior, muito pior, do que o casamento só-procriativo.

P.S Se pensam que ela não fode enganam-se.




A QUARTA SINFONIA DE BRAHMS

Decidir abandonar o próprio coração.
Sem repouso, sem lugar. Não há descanso na terra, não há nenhum lugar «onde possa reclinar a cabeça», como Cristo. Tudo é demasiado tarde, tudo é demasiado breve.
Nesta música, logo ao início, ouvem-se as vozes da luz, clarinetes e metais, e as cordas atiram-nos para baixo, como se o coração rojasse na pedra suja da terra, devolvendo-nos à nossa condição.
Quantas paixões morri e SENTI nesta música, pessoas, ideias, e aquelas tantas outras coisas que não são nem pessoas nem ideias, e que nos ferem mais do que a própria vida.
Não sei quem seria se não existisse esta música: se Brahms não tivesse tido a coragem de a escrever, e pusesse aqui o seu coração terreno inteiro. Não sei bem o que para aqui atirou, mas acredito que sabia que ficaria aqui dentro, e com isso salvaria muitos de tantas prisões.


Sem a voz de Pavarotti, e o talento e voz de Domingo, Carreras foi, realmente, o “terceiro” tenor da sua geração.
Sem que tal facto seja depreciativo, porque ocupar essa posição atrás daqueles dois “monstros sagrados”, não é para qualquer um, e tenores sempre houve muitos.
Carreras, com 62 anos, anunciou agora o fim da sua gloriosa carreira, pelo menos em ópera, dado que continuará a fazer alguns recitais. E pasme-se, a média de concertos que o tenor faz anualmente é de 50!